segunda-feira, agosto 19, 2013


Agora entardece num dia qualquer de agosto. Coltrane assopra suas notas. Não importa se rima ou prosa faz verso. O escrever busca ser descoberto. O sopro sopro sem léxico. Retido no fim do retinido. Sonhado no eco de mim mesmo, no leito loquaz do verbo, no prófugo frisson do litígio. Filho da noite e do Caos telúrico.
Polímnia tinha um ar pensativo...
Facécias de uma criança morta. Perdido no deserto das ideias espera ser descoberto. Como os pergaminhos do mar morto. Cobras e lagartos o cercam de significado, nas falácias da anfibológica homonímia. A espera do troco inexplicável, no polissêmico samba do criolo doido.




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