sábado, agosto 17, 2013

Não adiantou nada eu ter me esforçado o tanto. Talvez meu tanto não fosse suficiente. Cada um tem o que pode.
Tenho na cabeça agora que deus me deu só essas palavras, esse papel virtual que recebe a virulência das minas lágrimas.
O dependente químico chora, manipula, mente, sente dor.
A medicina moderna ainda não tem a cura pra essa doença. Essa  substância substancia. Ocupou meu corpo como se pertencesse a mim.
A droga é abstração que me coloca pra além da linha imaginária
A droga é o objeto ou sujeito, existo na minha subjetividade.
isso não sou eu, isso não é um texto.
sou um corpo em abstinência a procura de um
tudo que se passa ´passa somente na minha subjetividade.
o que me falta é a via de acesso aos meus desejos. Àquilo que perdi quando nasci.
Minha-completude jaz nessas páginas?
Impossível viver sem nenhuma dor.

Jeitos, estilos, poses, caracteres. Atitudes, mãos, jeitos, otário não sofre.


modos, modos, modos.



Da vez passada que parei, e do dia pra noite,
sentia como se os ossos da minha carcaça fossem feitos de isopor.

 4:44  

2 comentários:

Lucí disse...

psiu....

o importante é nao desistir

(queria ter mais tempo para escrever..)

Gustavo Alvarez disse...

obrigado Lucí.

das pessoas que passam, você foi a única que me deu os diamantes do céu.
poucas palavras bastam.


G.