sexta-feira, maio 16, 2014

Para Pedro 2









“A amizade é o amor sem asas” escreveu Lord Byron.
Quando eu me sentia tão só, maltrapilho e maltratado (lembro-me de um tango rasgado “El perito compañero también me abandonó”) eis que fiz contato com um amigo de meu irmão.
recomendei que desse uma olhada nesse meu blogue que trato com discreto amor paternal e que ilumina meus dias como uma manhã de verão.
Desde que saí do hospital André Luís, por conta de uma mal sucedida tentativa de autoextermínio, o que eu, aliás, considero o cúmulo da incompetência. Fui salvo pelos meus pais e já descrevi essa passagem estranguladora que espero esquecer. Mas entendo esses momentos, movimentos sinérgicos, regulação química, potencialização, recomposição energética que passa pelos desejos.... e pelas atitudes.
hoje, passado esse deletério humano que me fiz durante o ano de 2013, constituímos uma forte amizade que promete ser o eixo de um movimento cultural, construto de uma geração que só faz crescer, mediante signos e sinais do acaso. Meliante, mediante, lá no avarandado, no segredo dos olhos, na militância poética, na flor de janeiro, vento que vem do mar, bem além do fim do medo, na luz do novo começo, no meu jeito de recomeçar inícios, no bem querer, no estado de espírito, na gira, no difícil estar consigo mesmo quando as luzes se apagam e temos que dialogar com as sombras do apartamento.
Um solo de oboé e frases incompletas da ária que estamos a compor.
Paciência.
Lord Byron estava errado. A amizade é um pássaro livre.

Nenhum comentário: