domingo, maio 26, 2013

Análise da Iconofagia social dos ídolos criados pela indústria do cinema dos anos 1950 e o fenômeno ocorreu desse processo

Eu pareço feliz? Você quer que eu seja? Bom porque na minha infância ninguém queria. Eu era uma garota solitária com um sonho que despertou e agora estou o tornando realidade. Eu sou Marilyn Monroe.


Destruir a imagem de um ser humano comum, que fala, comumente, alimenta-se, dorme, come etc. para construir um ícone de proporções que, a principio, o mais tenaz dos apostadores, o mais ambicioso entre os cobiçosos (donos da mega maquina que o cinema havia se tornado) o mais astuto especulador, nunca poderia imaginar. 

Criados, ou gerados, pela, então embrionária, indústria cinematográfica dos Estados Unidos nos anos 1950, Norma Jeane Mortenson, Elvis Aaron Presley, James Byron Dean. 
Marilyn Monroe, Elvis Presley e James Dean respectivamente, foram destituídos de seus nomes próprios, assim como seu próprio caráter e personalidade, para vestir a máscara que o cinema exigia.



Assim sua imagem foi inescrupulosamente reproduzida aos milhares, dezenas de milhares, centenas de milhares, milhões de cópias vendidas. Sua representação torna-se marca e a figura simbólica dessa representação torna-se uma efígie do panteão olimpiano que acaba provocando, causando, balizando, uma sede irrefreável de consumo.


Todos os setores da indústria nas adjacências do cinema, muito alem do vendedor de pipoca, ganha com isso. Esse fenômeno gera o enriquecimento de partes da indústria que fazem proveito dessa oportunidade se desenvolver. A movimentação do pequeno e médio negócio fazer crescer gradativamente a economia escala. O cinema faz crer que, não só o próprio povo americano, mas o resto da população do mundo veja que o jeito americano (american way) é o melhor em si. Em se tratando de: 


o corte de cabelo, a música, o poder carismático (o topete do Elvis Presley)

modelo de carro, jaqueta de couro, calça jeans (James Dean movimenta a indústria do petróleo, Elvis balança os quadris e sacode o auditório trazendo ao delírio adolescentes enlouquecidas)
cor de batom e modelo de vestido (Marilyn Monroe agita o mercado da moda) 


A indústria ganha devotados investidores.


O cinema é considerado a 4ª economia. 

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