sexta-feira, maio 17, 2013

tumor temor


Pronto Deus.
É chegada a hora morta. Do silêncio e da escuridão. Agora estamos só nos dois. Quero dizer que bem sabes a minha história toda. Veio nesse exato momento a brisa do calafrio. Tenho comigo um arsenal de tabus que levaria décadas para desmistificar fumando cachimbo com a guarda dos meus orixás e do velho do rio. E creio que mesmo após dias e noites tentando elucidar os fatos ainda assim ninguém entendesse. Como fizeram co os homossexuais nos anos 1980 quando o Senhor nos mandou a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Bem sabes que sou um ex-usuário de crack e isso ainda é um tabu em nossa sociedade. Não sabemos o que fazer ou como lidar com isso. O senhor poderia nos dizer? Vergonha na cara ainda não basta, pois a fraqueza do homem nos leva a lançar Mao de poderosas bengalas como essa. Como a religião, como o amor, como a comida, como a novela, como outras tantas coisas que não causam o mal devastador que essa droga causa, mas que ainda sim são muletas. Só gostaria de lembrar que Alexandre O Grande supõe que tenha morrido de cirrose visto que a bebida remonta da antiguidade que se tomava como demonstração de macheza... E se morria também como um cordeirinho. O fumo eu não sei... Mas não quero tirar o meu a reta. Só queria pedir uma chance de viver. Uma chance de não acabar como um pedaço de gente. E também dizer que ei que podes fazer isso não só com os nossos maus hábitos trazendo um vírus u doença, mas de varias outros forças e peço desde já que me desculpe, pois temo extremamente Sua autoridade e não desejo vossa indiferença. Não sou indiferente aos males do mundo. Quero contribuir com nosso planeta. Queria dizer também que tenho medo que essa droga seja de tal forma agressiva que tenha que ser extirpada como uma mancha de tinta no tecido assim como um tumor no corpo, causando uma deficiência irreversível que seja dela a fatal e irremediável consequência. Por hora agradeço a atenção.
Fique consigo.

Abraço do tamanho da Lua,
Gustavos.

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