segunda-feira, julho 08, 2013

Hai-bu




madrugada, sou pagão
prendo a respiração
pra não acordar Deus

Deus é o dono do céu
Procuro no chão
passagem pro inferno

No espelho
- rugas e desilusão
gosto de dualismo

no cabelo amadureço
fio por fio
amor pelo tempo

Culpa tem seu peso
- alma leveza
tristeza não se pesa

Signo do infinito
errei o caminho
- eu penso










Pétalas no chão,
apanho na rua
embora nunca levei uma surra em via pública

falo com as sombras
na escuridão
elas escutam

Deus é cego, surdo
e mudo, mas
- está em tudo

saio de soslaio
do poço extinto
o poço sou eu

saio
do lado do lodo
por instinto

Lamento?
muitos...
regret de rian

oquês entravam
- passarada
eu gavião


signo

sigo

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