terça-feira, outubro 27, 2009

dez esilos para viver

sonhos

Hoje ando longe das páginas dos jornais. Não nasci noticiar, mas pra ser notícia. Nas páginas crônicas literária. Mas em Minas pra ser notícia basta ser diferente. Como não temos parâmetro, somos todos diferentes, portanto somos iguais na nossa diferença. Aqui individuo que se acha diferente é um artista em sua mais pura loucura ou em plena e absoluta sanidade mental. Ninguém é normal. Hoje se esbarra numa árvore caem de 10 a 20, 30 jornalistas e afins, doidos pra te pegar, sugar seu sangue. Antes, bem antes de aumentarmos o numero de jornalistas formados para 60% em dois anos, lá atrás.... quando subiam o viaduto do Santa Tereza, Drummond, Sabrino, Fonseca, e escreviam livros de poesia. Ah sim, nessa época eles não subiam em arvores. O jornalista nos dias atuais, só serve pra dar noticia. De preferência sem dar pitaco. O mito da objetividade, de atingir o Objeto, descrevendo foi desmascarado pelas segundas e quintas intenções dos jornais-empresa. É preciso ter um bom texto... saber vender a notícia, mas quando eles se metem a ser criativos, quase sempre dá errado. Esse é um texto opinativo. Há muito tempo opino muito pouco. Tenho opinado pouco e lido pouco também. O que é mal. Ao invés de cortar palavras tenho picado legumes, pra servir pra gente faminta no bistrô que eu arrendei - Piper Rubra veggi&vegan – tenho um contato tigresco com os herbívoros. Repórter investigativo de estruturas e métodos e formulários administrativos. Fazer o curso de jornalismo, assim como tantos, é querer não fazer nada, sair pela tangente ir pela beirada, abrir uma locadora ou uma banca de revistas. Já você, meu bem, vai se dar bem na Globo. Quem se forma em Direito, por exemplo, vai rivalizar a ida toda (útil). Eu faria outro ensaio sobre o sacerdócio de cada profissão, mas não agora, não hoje. Como ainda podem ser críveis as notícias? até mesmo as mais fatídicas, “fulano morreu” ponto. É muito chato se comunicar de outra forma que não seja a sua. Os jornalistas que admiráveis fizeram da sua, a linguagem alheia. Conjunta, porém estilizada. Não negaria as páginas policiais se me fosse dada uma pauta. Mas amanhã, ou invés de laudas, terei em mãos rúculas e alfafas, quiçá uma boa beterraba, um bom pedaço de abóbora, lentinhas rosas e... de quê vale a prosa?

3 comentários:

Karla Oliveira disse...

te quero feliz,
picando legumes, fazendo pão ou escrevendo...

bjO

BAR DO BARDO disse...

Assim, o silêncio te mancheteie, Sto Gus...

Walkyria Rennó Suleiman, disse...

Cumpadre, procê ver que o Erasmo continua sendo, e teu blog continua lindo, e vai compor bem assim lá em casa....é letrinha com desenho, é ilustração com falação, gosto muito.