quinta-feira, setembro 25, 2014

Diários



Aegroto dum anima est, spes est
Enquanto o doente respira, há esperança



Belo Horizonte, 24 de setembro de 2014. Ano do cavalo.


Oi Fran,

Como vai? Espero que esteja bem. Sem enjoos desconfortáveis que enfastiam o passar das horas. Espero que não esteja indo nem vindo, como faz diariamente durante a sua caminhada. a língua tem suas incoerências, e a gramática é cheia de regras tolas. Como por exemplo, quando ele estiver morrendo, poderei dizer “é aqui que ele vive”? Ontem presenciei a luz da aurora, que sempre chega sorrateiramente, e, de repente, como quem não quer nada, se apressa em dizer que o dia vai nascer. Mais um dia nesse planeta azul, onde passamos nossa breve existência. mostra-nos o primeiro feixe de luz, puro como agua cristalina...
Quando acordei, minha mãezinha estava sentada à mesa da sala, organizando esses papéis inúteis. Fotos, jornais amarelados onde um dia apareceu nas colunas sociais...

(continua numa melhor hora...)


Um comentário:

Gustavo Alvarez disse...

Pego meus manuscritos e tento eterniza-los. Lacro eles num plástico bem grosso e coloco pedaços de mim. Lembranças. Lembrancinhas. selos arrancados de cartas velhas cartas, coisinhas, pedaços de palavras que colava num papel, que são chave do que ia escrever, arrancando essas palavras das páginas de revista.
sua
muros
pele
por que?
universo
para
Vida
eu
etc... não, etc não
e coloco junto dos manuscritos que tem muito mais idade
do que o impresso
datam da invenção do alfabeto
osso e coloco pedaços de mim. Lembranças. Lembrancinhas. selos arrancados de cartas velhas cartas, coisinhas, pedaços de palavras que colava num papel, que são chave do que ia escrever arrancando essas