quarta-feira, agosto 27, 2014

sobre a narrativa pós estrutural




...das festas das seculares procissões






O conjunto das funções não tem um núcleo, meramente ou, apenas narrativo. Não se importa com a distância, pois não há extensão entre as funções cardinais e/ou não se unem em uma só mediação catalítica. As funções se redistribuem. Não onde eu possa chamar de núcleo. O sintagma narrativo não é o artifício de uma extensão horizontal sequencial de um relato, Tudo é relativo. Nada é causa, nada é efeito. O efeito, quando arremessado em mar aberto retorna à origem, deixa de ser. É rizomático. O efeito coexiste em léxico conceitual múltiplo e independe da causa, ou origem. Não há sequência, senão a geografia multidimensional, hipertextual, transdimensional de cada sin-signo indicial remático. A forma não se estrutura, e a estrutura formal portanto inexiste. Peças individuais exercem sentido de verticalidade semantizando o sintagma da poética indicativa. Correlatos não são processuais e metafóricos. A metáfora torna-se a coisa em si kantiana. A antimetáfora está fora desse conjunto, pois não há conjunto conjuntivo comutativo. É a desconstrução da análise literária. Liberta a escrita para a multiplicidade de definições. A realidade é avaliada como uma construção social e subjetiva. A enfoque possibilita a diversidade de métodos. Em contraste com o estruturalismo, que não afirma a independência e superioridade do significante em relação ao significado, sendo os dois são inseparáveis. A mensagem pós-estruturalista não observa significante e significado como essenciais, e possibilita a divisão dos mesmos. A radicalização e a superação da valorização ontológica da linguagem heideggeriana e uma perspectiva antidogmática e anti-positivista. Nenhuma prerrogativa gnosiológica ou axiológica tem acuidade essencial.  A tronco rizomático da narrativa propõe a análise das formas simbólicas da linguagem como constituintes da particularidade subjetiva e singular, do que como estabelecidas por esta. Não existe verdades absolutas. A grande limitação do método estrutural deve-se à elaboração de conceitos instrumentais que não são capazes de solucionar o problema do valor artístico, pois a caracterização do discurso literário ou a descrição estrutural de uma obra não explica as razões de sua beleza.

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