quarta-feira, novembro 20, 2013

(fragmentos)



Pedro,

Não, não consigo mais parar de escrever. Outrora com o cachimbo na mão e, meu D., agora teclado com a ponta dos dedos da outra mão. Mas agora na cama segurando uma ponta e escorando o caderno, sigo entre aspas falando enquanto houver tinta nessa caneta hidrocor. Mas as regras da norma escrita não me deixam mentir. Não me deixam ir contra a lógica espacial que provem lá... da alfabetização. Noções espaciais. Em cima, em baixo, quando foi que tudo começou? Como foi que tudo isso começou? Deus...

O mundo
foi feito
assim

nesse
frisson
febril

sem
fim


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