segunda-feira, dezembro 02, 2013

Embalado para presente

A idéia desse texto é secreta. Tão secreta que meu objetivo é não expô-la em momento algum. Nada de parágrafo de apresentação, argumentação ou conclusão do assunto. Minha idéia com esse texto é apenas olhar para a angústia secreta do mundo. E ninguém está salvo. Porque prédios desabam, pessoas se perdem e caminhos se abrem. O Roberto se questiona sobre a vida, procura saber e canta emoções no natal enquanto a televisão pública morre, a globo faz sua primeira exibição em HD  e "a lente do homem" não sai da minha cabeça. A versão cantada pela Ná, em seu disco novo. Aqui o álbum completo: www.naozzetti.com.br/

Música de Manu Lafer que Mateus Aleluia e Cris Aflalo também alcançaram. Por mim, a interpretação da vida é mais bonita quando rola uma guitarra distorcida junto ao "ventre do teto que o tato tocou". Fica tudo certo na harmonia, no arranjo, no suíngue. Isso parece uma morna, um mar. Um mar morno. E se a mão é um ser, será um prazer e um eterno martírio escrever. Porque nunca revelarei a idéia secreta desse texto; não estou pronta para assumir publicamente meus desejos macro ou microscópicos.  Hoje, meu desserviço é esse. Nada mais que isso. Me ater à infância e sua origem como palavra. No mais, escute essa música 60 vezes. É um mantra.

Brisa Marques

Um comentário:

Gustavo Alvarez disse...

Brisa,
Tampouco eu conhecia Ná Ozzetti. Com dois zes e dois tez, se não fosse você, quer saber?, jamais nunca talvez... ciciando baixinho ouvi 60 vezes três... música morna, pudera eu conhecer mais substantivos adjetivados, como a cinestesia dística da destreza do segredo.
Nosso, seu, de ninguém...

Vida longa ao mistério!
Beijos,


Gu