terça-feira, agosto 05, 2014

o mais antigo amigo do conhecimento



Ao diabo com
meu bom gosto



O remorso, estranho ingrediente do prazer, perde-se logo na deliciosa contemplação do remorso, em uma espécie de análise voluptuosa. E esta análise é tão rápida, que o homem, este diabo natural, para falar como os swedenborguianos, não percebem o quanto ela é involuntária e o quanto, de segundo em segundo, ele se aproxima da perfeição diabólica.
Ele admira seu remorso e o glorifica, enquanto perde sua liberdade. O lenho dos defeitos que ainda me deformam. O peso do insucesso e do orgulho abatido
Eis, portanto, meu homem suposto, o espírito de minha escolha chegado a este grau de prazer e serenidade, onde é levado a admirar-se a si mesmo. Toda contradição desaparece, todos os problemas filosóficos tornam-se límpidos, ou pelo menos assim parecem. Tudo é motivo de prazer. A plenitude de sua vida atual lhe inspira um orgulho desmesurado.
Triste deletério, Sad Walk, triste caminhada. Sigo com meu triste orgulho infernal, quixotesco, beira a imbecilidade. Se não estamos fodidos? Os derrotados dizem que sim, os orgulhosos dizem que não. Os derrotados ou afogados na sacrossanta pia batismal, não dizem nada.
Porquanto, nenhum grito humano reverbera não há revolução ou água que se beba. Bem, agora tenho que ir. Uma enigmática vitória crispada de perguntas e problemáticas.
Depois de tudo, de dores e males, tais têm a história do grande Self.
É tanto uma doença que pode destruir a primeira erupção da força e da vontade de autodeterminação, auto avaliação, essa vontade de vontade de ser livre e quando a doença se expressa nas tentativas selvagens e extravagantes, é demonstrado na frente de si mesmo, seu domínio sobre as coisas.
Vaga cruelmente com uma fome insatisfeita, que captura a emoção perigosa.
Deve expiar-se o orgulho destruir o que o atrai. Como o riso mal se volta para o que se encerra escondido, coberto por qualquer modéstia, de ver a aparência das coisas, quando as invertemos. No fundo da minha agitação de vagabundo é como e sem rumo inquieto destino para guiar-me, como em um deserto é a questão de uma curiosidade cada vez mais perigosa. Não é possível subverter todos os valores? Que bom é algo errado? É tudo, em última análise, talvez uma falsa? E se estamos enganados, não é exatamente por isso que somos também enganadores? Será que inevitavelmente também enganam? Esses pensamentos levam cada vez mais longe, cada vez mais perdido.
A solidão e uma temível deusa que 
me envolve e me circunda, sempre ameaçadora, estranguladora, cortante esta terrível deusa cada vez mais envolvente, mais asfixiante, mais opressiva, mais avassaladora, mas quem sabe hoje o que é solidão?
Bem armada e orgulho na alta com full Gross blaster food de boteco que marca presença e dá salgadinho grátis for free na noite. Não faz nada mas tem serviço de inteligência Enem precisava ser tão serpente para ratear o bode.
E contrariado, embezerrado, obstinado e teimoso, caminhava sem sair de casa em seu terreno pedregoso. Ansiava uma vida pacata, mas nada fazia por isso. Achava tudo muito chato, e não via graça em nada. Gostava mesmo de si mesmo, mas com as pessoas tinha parcimônia. A vida se arrastava pelas beiradas e ele, via de fato, mas esse era seu próprio mais alegórico. Fátuo, arrogante, soberbo, impertinente, jocoso, orgulhoso, presunçoso, vão, inchado de si mesmo. Mesmo com o próprio tempo, que gastava desatentamente. Gastava e carcomida corroía, roía, consumia, desgastava. Grosseiro gastava, gastava, gastava, grosseiramente.
Desgaste é a palavra certa.
Danos o estrago causava, custava degradação. O extermínio das horas mortas, ruína atemporal. Decadência das palavras das estrelas lá do céu. Gastava, gastava as horas, da jornada madrigal.
Aurora após alvorada, sunset sem se sentir.


— assim descansou do cansaço de ser Deus. Fez bem... O diabo nada mais é que o ócio de deus a cada sete dias...
Seria preciso mais?

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